domingo, 12 de setembro de 2010

-Porque pra mim o que vale é ser feliz, independente de ter ou não você...
-Eu não vou chorar e lamentar por não te ter, sozinha valho mais do que dois de você juntos...

-Do seu lado é o meu melhor lugar.



-O que foi?
-segura minha mão.
-Pra que?
-Porque eu prometo não partir se você me provar que do seu lado é o meu melhor lugar. Então segura a minha mão e eu estarei convencida...

'Convença-me...


-Não apenas diga que me amas. É fato que o desejo ouvir sublinhar esse amor. mas, o demonstre a mim também, convença-me a nutrir esses mesmo sentimento por você.
E por favor, não desista de mim, seria uma pena ver todos os seus esforço perdidos.

'Eu não quero a ilusão de que sou feliz. Pra mim é tudo ou nada...assim é que eu me sinto viva!

...


Andaram de mãos dadas até o fim de uma ruazinha estreita cortada por um cruzamento; então sem nada dizer, soltaram suas mãos e cada um dobrou em uma esquina.
Havia acabado, e eles nem ao menos sabiam o porque. Simplesmente não tornariam a ver-se...

(...) Estar ali quietinho do lado.

O verão estava em seu ápice e uma enorme onda de calor espalhara-se por toda a cidade. Era quase como um forno gigante. E mesmo, com a sensação térmica tendo chegado a um ponto insuportável, havia um tremor em seu corpo, como se todo ele pulsasse mais ferozmente; chacoalhando todos os seus membros, proporcionando-lhe um desequilíbrio físico que de tão intenso, abalara também seu emocional.
Suas mãos...jamais estiveram tão frias, e a medida que ele se aproximava, os pelos de seu braço eriçavam ainda mais. As borboletas nos estômago mais pareciam uma manada de elefantes desejando se libertar - deviam estar tentando fugir por sua garganta, isso justificaria o fato de não conseguir falar - Não via estrelas nem fogos de artifício. Nada podia desviar sua atenção dele! Não ouvia o badalar dos sinos, mas estava encantada com a melodia do vento bagunçando a ele os cabelos; E no tremer do seu corpo havia um dançar embalado pelo som dos passos dele. Freneticamente, entrou e êxtase quando ele sorriu, e tudo em volta pareceu dissipar-se.
Deve ter cambaleado um pouco - talvez inconscientemente de propósito - pois viu que eles estendera os braços e em instantes a envolvia.
Não disseram nada, apenas permaneceram ali, juntos um do outro perdidos na profundidade de seus olhares. Nem sequer tocaram-se os lábios - Há certas horas que só o que se deseja é a mão no ombro, o abraço apertado, ou mesmo o estar ali quietinho do lado - E era isso que ela queria agora, estar ali com ele, idealizara este momento tantas vezes. E era só isso que ela queria!
Não sentia mais o tremer de seu corpo, como se subitamente uma tranqüilidade à houvesse inundado...e de fato inundara. Toda ela ainda pulsava ferozmente, mas agora metade dela era ele por isso dividiam esse pulsar; O que tornava as coisas mais equilibradas - fisicamente - Mas era só isso que ela queria...